Histórico 2025 · 32 Escolas · 4 Regionais · Foco em Encantamento, Operacional e Alunos
Foz do Iguaçu lidera com o melhor equilíbrio da rede: menor gasto/aluno (R$204,04), menor custo op/aluno (R$177,88) e maior enc% (12,82%). Mesmo gastando R$156 a menos por aluno que Londrina, direciona proporcionalmente mais para encantamento. Ponta Grossa tem o maior enc/aluno absoluto (R$29,13) mas estourou em R$110k com apenas 2 escolas no azul. Curitiba tem o menor enc% da rede (9,07%) — cada R$1 gasto, apenas R$0,09 chegam ao aluno em encantamento. Londrina é a regional mais crítica: op/aluno 79% acima de Foz, 9 de 10 escolas no vermelho, e maior concentração de integrais pequenas.
Londrina apresenta o maior enc/aluno absoluto da rede (R$40,55) — mas isso é resultado de Antonio T.R. Oliveira, que sozinho gasta R$101,14/aluno em encantamento. Retirado esse outlier, a média de Londrina cai drasticamente. O custo operacional de R$319,76/aluno absorve quase todo o orçamento, resultando em enc% de apenas 11,25%. Curitiba tem o menor enc% (9,07%): o maior déficit absoluto (Mathias Jacomel −R$86.516) drena recursos que deveriam ir ao aluno. Foz mantém o melhor equilíbrio: menor operacional e maior % de encantamento.
| # | Escola | Regional | Alunos | Tipo | Gasto/Al | Op/Aluno ↑ | Enc/Aluno ↑ | Enc% ↑ | Variação | Score | Nota |
|---|
🏅 Foz do Iguaçu gastou melhor. Das 6 escolas, 5 terminaram no azul. Tamandaré (Score 100) e Belo Horizonte (Score 78) estão no top 2 da rede. Op/aluno médio de R$177,88 — o menor da rede — e enc% de 12,82%. Gustavo D. da Silva (Score 75) reforça que Foz tem um modelo de gestão consistente, não pontual.
🥈 Ponta Grossa tem boas escolas individuais (Ana Divanir Score 70, Jorge Q. Netto Score 67) mas o conjunto fraca: 7 de 9 escolas no vermelho e −R$110.302 acumulado. A presença de integrais pequenas (Rodrigues Alves 229 al., Correia 298 al.) pesa no resultado regional.
⚠️ Curitiba teria desempenho razoável (Natália Reginato +R$2.255, Aníbal Khury +R$14.037) se não fosse Mathias Jacomel: −R$86.516 de estouro, responsável por mais de 100% do déficit regional. Sem Mathias, Curitiba teria saldo de +R$15.063.
🔴 Londrina é a regional mais crítica: 9 de 10 escolas no vermelho, op/aluno 79% acima de Foz, e 5 das 10 escolas são integrais com poucos alunos. Antonio T.R. Oliveira (Integral, 272 al.) é o único da regional com nota B — por ter o maior enc/aluno da rede inteira (R$101,14).
O gráfico evidencia o abismo entre os extremos. Tamandaré gasta R$137/aluno no total — Jardim San Rafael gasta R$616/aluno, 4,5× mais. Mas o detalhe mais revelador está na composição: as 5 melhores destinam em média 19,3% ao encantamento — as 5 piores destinam em média apenas 7,4% ao encantamento. Destaque especial para Antonio T.R. Oliveira (5º melhor, Integral): mesmo com alto custo total por aluno, seu enc/aluno de R$101,14 é excepcional — prova de que eficiência é sobre uso inteligente, não apenas volume.
| # | Escola | Regional | Alunos | Op/Al | Enc/Al | Enc% | Variação | Score | Nota |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Antonio T.R. Oliveira | LON | 272 | R$329,06 | R$101,14 | 23,51% | −R$13.894 | 69 |
B |
| 2 | Jorge Q. Netto | PG | 921 | R$152,32 | R$25,08 | 14,14% | −R$14.910 | 67 |
B |
| 3 | Correia Sen-EF | PG | 298 | R$335,02 | R$59,34 | 15,05% | −R$10.998 | 53 |
C |
| 4 | Geraldo Fernandes | LON | 341 | R$395,86 | R$42,74 | 9,74% | −R$8.729 | 38 |
D |
| 5 | Rui Barbosa | FOZ | 278 | R$492,04 | R$41,48 | 7,77% | +R$704 | 27 |
D |
| 6 | Kazuco Ohara | LON | 239 | R$438,37 | R$26,30 | 5,66% | −R$11.099 | 26 |
D |
| 7 | Willie Davids | LON | 214 | R$477,59 | R$44,33 | 8,49% | −R$29.857 | 25 |
D |
| 8 | Rodrigues Alves | PG | 229 | R$501,14 | R$49,03 | 8,91% | −R$24.999 | 24 |
F |
| 9 | Jardim San Rafael | LON | 279 | R$558,00 | R$58,42 | 9,48% | −R$41.521 | 18 |
F |
| 10 | Hildebrando de Araújo | CWB | 211 | R$543,78 | R$25,39 | 4,46% ← pior | +R$1.333 | 16 |
F |
Integrais custam em média 1,92× mais por aluno operacionalmente (R$422 vs R$220) e, paradoxalmente, destinam uma proporção menor ao encantamento (10,72% vs 11,87%). Há dois casos que fogem à regra: Jorge Q. Netto (Integral, 921 alunos, op/al R$152 — o mais baixo entre todas as integrais, inclusive mais baixo que muitas normais) demonstra que com escala, o regime integral pode ser eficiente. E Antonio T.R. Oliveira (Integral, 272 alunos) prova que enc% excepcional (23,51%) pode elevar a eficiência mesmo com op/al alto. A conclusão central: escolas integrais pequenas (menos de 350 alunos) são sistematicamente ineficientes — 8 das 10 integrais têm esse perfil e todas estão abaixo do Score 55.